{"id":598,"date":"2015-04-01T12:53:51","date_gmt":"2015-04-01T12:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.maueslobato.com.br\/Home\/?p=598"},"modified":"2015-05-05T13:01:23","modified_gmt":"2015-05-05T13:01:23","slug":"reajuste-dos-remedios-e-o-maior-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.maueslobato.com.br\/Home\/reajuste-dos-remedios-e-o-maior-em-10-anos\/","title":{"rendered":"Reajuste dos rem\u00e9dios \u00e9 o maior em 10 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A infla\u00e7\u00e3o alta chegou aos rem\u00e9dios. O governo federal autorizou reajustes de 7,70%, 6,35% e 5% nos pre\u00e7os de medicamentos \u00a0que dependem da categoria do produto. Esses n\u00fameros representam um aumento m\u00e9dio de 6%, o maior autorizado pelo governo federal desde 2005, quando a infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA foi de 7,39% e o aumento aumento m\u00e9dio para os medicamentos ficou em 6,08%. Em 12 meses, o IPCA est\u00e1 em 7,7%. O ajuste tamb\u00e9m est\u00e1 bem acima do que foi autorizado no ano passado, quando foi permitido reajuste m\u00e9dio de 3,35%. Os valores constam de resolu\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED) publicada ontem no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ajuste \u00e9 baseado em um modelo de teto de pre\u00e7os calculado com base no \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), em um fator de produtividade, em uma parcela de fator de ajuste de pre\u00e7os relativos intrassetor e em uma parcela de fator de ajuste de pre\u00e7os relativos entre setores, em tr\u00eas n\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regras valem para cerca de 19 mil itens (apresenta\u00e7\u00f5es) do mercado farmac\u00eautico, como antibi\u00f3ticos. Produtos com alta concorr\u00eancia no mercado, fitoter\u00e1picos e homeop\u00e1ticos n\u00e3o est\u00e3o sujeitos aos valores estabelecidos pela CMED. Para esse grupo, o pre\u00e7o pode variar de acordo com a determina\u00e7\u00e3o do fabricante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo autorizados a aumentar os pre\u00e7os desde ontem, h\u00e1 um per\u00edodo de ajuste neste mercado, que dura de dois a tr\u00eas meses, para que haja o repasse ao consumidor. As primeiras varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o acontecem frequentemente em junho ou julho, segundo o Sindicato da Ind\u00fastria de Produtos Farmac\u00eauticos no Estado de S\u00e3o Paulo (Sindusfarma).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CMED determina tr\u00eas faixas de ajuste, de acordo com a concorr\u00eancia enfrentada pelo produto no mercado. Quanto maior a concorr\u00eancia, maior o percentual permitido para reajuste (7,70%). \u00a0Para o n\u00edvel intermedi\u00e1rio, de rem\u00e9dios de classes terap\u00eauticas consideradas de concorr\u00eancia mediana, o aumento ser\u00e1 de 6,35%. Para aqueles mais concentrados \u2013 formados por rem\u00e9dios que est\u00e3o ainda protegidos por patentes, como os usados em tratamento de c\u00e2ncer \u00a0\u2013 \u00a0o percentual m\u00e1ximo de aumento ser\u00e1 de 5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento deste ano est\u00e1 bem acima do autorizado ano passado. Em 2014, o reajuste m\u00e1ximo foi de 5,68%. Na classe intermedi\u00e1ria, o reajuste concedido foi de 3,35% e o menor, de 1,02%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a infla\u00e7\u00e3o ter tido uma influ\u00eancia forte no reajuste deste ano, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade diz que mudou a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo do aumento, de forma a minorar os percentuais de ajuste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fevereiro deste ano, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, juntamente com a Anvisa, anunciou a defini\u00e7\u00e3o de novos crit\u00e9rios para adequar o \u00edndice \u00e0 realidade do mercado farmac\u00eautico, \u201ctendo como um dos principais impactos a redu\u00e7\u00e3o do rol de medicamentos sujeitos ao maior reajuste de pre\u00e7o\u201d. \u201cA medida possibilitou chegar a um menor percentual de aumento em rela\u00e7\u00e3o ao formato anterior, reduzindo os custos para o mercado farmac\u00eautico do Pa\u00eds, para as fam\u00edlias, governos e prestadores de servi\u00e7os que compram medicamento\u201d, informa o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, o reajuste pesou mais no bolso do consumidor final e tamb\u00e9m n\u00e3o agradou \u00e0 ind\u00fastria farmac\u00eautica. O Sindusfarma divulgou nota afirmando que os \u00edndices s\u00e3o insuficientes para repor os aumentos de custo da ind\u00fastria farmac\u00eautica nos \u00faltimos anos. Segundo a entidade, os custos do setor aumentaram em 15% no ano passado, al\u00e9m de enfrentar uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do real de 27% nos \u00faltimos 12 meses. O d\u00f3lar tem influ\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o dessa ind\u00fastria que precisa de insumos importados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: NE10<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o alta chegou aos rem\u00e9dios. O governo federal autorizou reajustes de 7,70%, 6,35% e 5% nos pre\u00e7os de medicamentos \u00a0que dependem da categoria do produto. 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